Instrutor de Yôga

Yôga para iniciantes, empresas, academias e formação de instrutores

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Onde praticar SwáSthya Yôga em São Paulo

Publicado em 3/9/2008 por Francisco von Hartenthal
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Se você mora em outras cidades, pode procurar uma escola clicando aqui.

Se você mora ou trabalha em São Paulo, pode praticar SwáSthya Yôga em alguma das representações da Uni-Yôga listadas abaixo. Você pode, ainda, praticar gratuitamente aos sábados no Parque do Ibirapuera (na Praça do Porquinho, às 9h). Aproveite e conheça o site Yôga em São Paulo.

Sede Central - Jardins - Alameda Jaú, 2000, tel.: 11 3081 9821, jardins.sp@uni-yoga.org.br;

Alameda Campinas - Alameda Campinas, 1297, tel.: 11 3057 2878, alamedacampinas.sp@uni-yoga.org.br;

Alphaville - Alameda Araguaia, 762 1S, tel.: 11 4191 3039, alphaville.sp@uni-yoga.org.br;

Anália Franco - Rua Demétrio Ribeiro, 824, tels.: 11 2675 0878 e 11 2671 2358, analiafranco.sp@uni-yoga.org.br;

Berrini - Rua Luigi Galvani, 126, tel.: 11 5506 8335, berrini.sp@uni-yoga.org.br;

Borba Gato - Av. J. Carlos da SIlva Borges, 895, tel.: 11 5641 0365, borbagato.sp@uni-yoga.org.br;

Brooklin - Av. Portugal, 1068, tel.: 11 5041 1049, brooklin.sp@uni-yoga.org.br;

Higienópolis - R. Goiás, tel.: 11 3825 1422, higienopolis.sp@uni-yoga.org.br;

Ibirapuera - Av. Indianápolis, 724, tel.: 11 5055 0405, ibirapuera.sp@uni-yoga.org.br;

Itaim - Rua Itacema, 77, tel.: 11 3079 1439, itaim.sp@uni-yoga.org.br;

Moema - Alameda Jauaperi, 1245, tel.: 11 5092 2484, moema.sp@uni-yoga.org.br;

Pinheiros - R. Cristiano Viana, 390, tel.: 11 3062 3846, pinheiros.sp@uni-yoga.org.br;

Plaza Sul - R. Ribeiro Lacerda, 412, tel.: 11 5058 6433, plazasul.sp@uni-yoga.org.br;

Santana - Av. Leôncio de Magalhães, 713, tel.: 11 2950 4307, santana.sp@uni-yoga.org.br;

Vila Mariana - R. Pedro de Toledo, 1378, tel.: 11 3589 7227, vilamariana.sp@uni-yoga.org.br;

Vila Olímpia - Rua Casa do Ator, 168, tel.: 11 3845 5933, vilaolimpia.sp@uni-yoga.org.br;

Perdizes - Rua Cayowaa, 452, tel.: 11 3868 3428, perdizes.sp@uni-yoga.org.br

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Como escolher um curso de formação em Yôga

Publicado em 29/8/2008 por Francisco von Hartenthal
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Antes de mais nada, para ensinar Yôga, primeiro você precisa praticar essa filosofia. Para definir o melhor lugar onde praticar o Método, leia o artigo que escrevi sobre como escolher uma escola ou instrutor de Yôga. Há dezenas de linhas diferentes, a que eu ensino é o SwáSthya Yôga. Acesse o site da Uni-Yôga para conhecer melhor nosso trabalho.

Se você trabalha ou lida com qualquer outra atividade supostamente semelhante, redobre seus cuidados. Provavelmente, esta atividade não tenha absolutamente nada a ver com o Yôga (embora possa ser muito boa, não me entenda mal). Cuidado para não fazer misturanças!

Tendo escolhido o tipo de Yôga ideal para você, empenhe-se em tornar-se um excelente praticante. Faça os cursos, leia os livros e freqüente os locais que o seu professor indicar. Na mesma medida, evite os cursos, ignore os livros e fuja dos locais que o seu professor contra-indicar.

Verifique a duração do curso de formação que você almeja. Não pode ser muito curto, pois não daria tempo para sedimentar o conhecimento vivencial. Por outro lado, se demorar demais para começar a trabalhar você estará perdendo tempo, é enrolation.

Avalie o material didático indicado. Folheie os livros, assista os vídeos, leve alguns para casa e avalie o conteúdo, a coerência, a apresentação e tudo o mais. O nível do material didático lhe dará uma excelente idéia do nível do curso.

Informe-se sobre como é a avaliação para os futuros instrutores. Ela deve contemplar teoria e prática e ser coerente com o tipo de Yôga que você quer lecionar. Os avaliadores devem ser profissionais atuantes e de sucesso, para que tenham correções relevantes. Você deve ser avaliado por instrutores diferentes daqueles que o prepararam. Se não for assim, é teatrinho.

Conheça as instituições que emitirão o seu certificado. Não se deixe levar por nomes pomposos em inglês ou de Mestres indianos. Julgue pelo que você vê, não pelo que lhe falam. Conheça a história, a atuação, a missão, visão e meta das instituições.

Certifique-se do sucesso dos profissionais e instituições. Você quer viver da sua profissão, certo? Então, veja se as pessoas que lhe ensinarão vivem do que ensinam. É simples e muito importante!

Finalmente, pergunte sobre o apoio que você receberá após a conclusão do curso. Ser um profissional recém-formado, sozinho e sem experiência não é algo que você vai achar legal. Os seus instrutores devem continuar lhe prestando assistência e ensinando.

Durante todo o tempo, seja crítico e interessado. Há pessoas que perdem muito tempo, dinheiro e esforço em cursos que não são sérios. Faça tudo o que estiver ao seu alcance para não ser uma delas.

Para saber mais:

Endereços das escolas filiadas à União Nacional de Yôga.

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O Yôga Pré-Vêdico

Publicado em 13/8/2008 por Francisco von Hartenthal
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A definição do SwáSthya diz que ele é o Yôga Pré-Vêdico. Mas o que é isso?

O termo sânscrito vêda pode ser traduzido como conhecimento. Denominam-se Vêdas os quatro livros antigos que fundamentam o Hinduísmo. Essas escrituras são datadas de 1.500 a.C a 500 a.C., embora o conhecimento ao qual se refiram venha de uma tradição ainda mais antiga.

Outros livros, surgidos como comentários sobre os Vêdas, são as Upanishads. Há dezenas delas e algumas tratam de Yôga, sendo chamadas de Yôga Upanishads.

Os Vêdas são frutos do sincretismo cultural entre a Civilização Harappeana, que habitava o Vale do Indo (onde hoje é a Índia), e os arianos, que invadiram a região por volta do séc. XV a.C. (leia este artigo).

Os arianos possuíam, antes da chegada ao Vale do Indo, uma vasta gama de cultos e rituais para o seu panteão de deuses (dentre os quais destaca-se Indra, o Deus da Guerra). Sua organização social baseava-se na hierarquia militar e sacerdotal.

Entre os harappeanos, não há registros sobre atividades religiosas (como textos sagrados, templos ou hierarquia sacerdotal). Sua sociedade baseava-se na agricultura e no comércio e possuíam um desenvolvimento urbano bastante requintado para a época. O Yôga já existia em Harappa, mas não entre os arianos.

Com o sincretismo dessas duas tradições culturais, prevaleceu aquela que havia vencido as guerras de invasão (os arianos). Assim, os Vêdas têm uma forte conotação mística e guerreira. Os tipos de Yôga que se fundamentam a partir das Yôga Upanishads, portanto, trazem a visão ariana (mística, patriarcal, anti-sensorial e repressora).

O SwáSthya Yôga, por ser Pré-Vêdico, tem seus fundamentos baseados exclusivamente na tradição harappeana. Ou seja, é naturalista (não-místico), matriarcal, sensorial e desrepressor.

Se você ficou com alguma dúvida, deixe suas perguntas na caixa de comentários abaixo.

Para saber mais:

Livro Origens do Yôga Antigo, de DeRose, download gratuito em pdf;

Livro Yôga, Sámkhya e Tantra, do Mestre Sérgio Santos, download gratuito em pdf.

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Coreografias de SwáSthya Yôga - 1

Publicado em 8/8/2008 por Francisco von Hartenthal
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As técnicas do Yôga Antigo nasceram e desenvolveram-se através de movimentos instintivos inspirados na dança. Não é à toa que o criador do Yôga, Shiva, é chamado de Natarája, o rei dos bailarinos.
No SwáSthya, cultivam-se as coreografias como uma de suas características principais. Para você entender melhor do que estou falando, selecionei duas apresentações fantásticas.
A primeira, do instrutor Carlo Mea, responsável por divulgar nossa filosofia de vida na Itália. A segunda, do instrutor Arthur Costi, daqui de Curitiba.
Tenho certeza de que você vai gostar!

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A família de Shiva

Publicado em 1/8/2008 por Francisco von Hartenthal
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Os mitos sempre revelam muita da tradição cultural à qual pertencem (e mesmo do inconsciente de toda a humanidade). Como trabalhamos com Yôga, a mitologia hindu é a que nos interessa. Dentro dela, as histórias referentes a Shiva e sua família são as que realmente importam, uma vez que seguimos a tradição do Yôga Pré-Clássico.

A maioria dos mitos que nos contam, têm alguma conotação mística ou um teor patriarcal (às vezes, até machista). As histórias shivaístas, por terem raízes no Tantra e no Sámkhya, são extraordinárias!

O Marco Carvalho, do blog SwáSthya Yôga - A Cultura, escreveu um artigo sobre como Shiva era um homem moderno, pois dizia à sua esposa (Parvatí) que não queria ter filhos e sim apenas aproveitar os prazeres próprios do homem e da mulher.

Pois é, mas Parvatí queria ser mãe e quando uma mulher decide ter um filho nada no mundo é capaz de segurá-la. Ainda mais uma mulher como Parvatí…

Um dia, Shiva resolve ir às montanhas para dedicar-se às suas práticas de Yôga, deixando sua bela companheira em casa. Após alguns anos nos Himalayas, o Mestre regressa. Podemos até imaginá-lo, no caminho de volta, pensando no conforto do lar e na companhia de sua amada após tanto tempo.

Porém, quando chegou, Shiva teve uma surpresa e tanto! Encontrou não Parvatí o aguardando ansiosa, mas sim um adolescentezinho petulante que não o permitia entrar em casa. Furioso, Shiva não deixou por menos e arrancou-lhe a cabeça. Nisso, vem Parvatí correndo e gritando: - Seu louco! Esse é o meu filho… er… quer dizer… nosso filho!

Shiva era mesmo um cara de cabeça aberta e pensou que, se sua esposa havia tido um filho durante sua ausência, tudo bem. Ele também não era santo. Então, resolveu a situação: colocou uma cabeça de elefante no pescoço do piá, o fez reviver e achou por bem passar mais tempo em casa, curtindo a família.

Parece que, no fundo, o que pautava este relacionamento era mesmo a liberdade e a sua contrapartida, a responsabilidade. Parvatí queria ter um filho, o teve e estava muito bem cuidando dele sozinha. Shiva não queria, foi aventurar-se pelo mundo e, quando voltou, entendeu que precisaria assumir sua família se quisesse continuar com ela.

Realmente, se vivessem hoje, eles formariam um casal considerado de vanguarda. O que nos remete à pergunta: seriam eles modernos ou nós ultrapassados?

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Pújá - A parte mais importante do Yôga

Publicado em 24/7/2008 por Francisco von Hartenthal
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“O que mais prezamos é a arte de relacionar-nos bem com todo o mundo”, escreve DeRose. Se você entender isso, entenderá também a abrangência do SwáSthya Yôga como estilo de vida.

No dia-a-dia, um dos grandes obstáculos para se exercer a arte de relacionar-se bem é o ego mal-educado. Na prática regular, a principal técnica que educa e desenvolve o ego para podermos construir e preservar bons relacionamentos é o pújá (termo que pode ser traduzido como respeito, honra, oferenda ou homenagem).

Sua execução consiste em ofertar algo de valor a um local, a uma pessoa ou a um grupo de indivíduos. Pode ser algo material (como presentes e ações efetivas) ou sutil (como mentalizações e sentimentos). Quando entre pessoas, deve ser feito de forma ascendente na hierarquia, quer dizer, o filho oferta ao pai, o aluno ao professor, jamais o contrário.

Perceba como é amplo o desenvolvimento proporcionado pelo pújá. Por um lado, o praticante precisa ser realizador o suficiente para tornar-se capaz de ofertar algo de valor. Nesse processo, será levado a superar uma eventual humildade excessiva. Por outro lado, ele precisa ter o bom-senso de admitir que há outros que sabem mais ou realizaram mais do que ele e ser capaz de agradecer a esses.

Onde o pujá é bem realizado, não há o risco de se fazer culto à personalidade ou de se descambar para uma seita, males que afligem o Yôga em vários lugares. Isso por que o ego e a capacidade de realização do praticante são desenvolvidos com orgulho sadio e humildade realista.

Para saber mais:

Primeira parte do livro Faça Yôga, do Mestre DeRose, download em pdf;

Pújá na Prática Básica, gravado por DeRose em mp3

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